- Só me diz que é isso o quê você quer que eu sou sua - sussurrou ela no ouvido daquele que a beijava.
- Sou seu, você é minha, e é isso o quê eu quero fazer - o garoto respondeu, enquanto tirava sua própria camisa e a jogava no chão, ao lado de uma pilha de roupas femininas.
E foi assim, naquela noite, onde todos os membros do colégio St. Judes
comemoravam a vitória do campeonato que os dois cometeram um crime passional, e
se entregaram um ao outro. Agiam como se não fossem mais adolescentes, com
tamanha sensualidade, que aparentavam ter uma experiência que na verdade não
existia. Foi esse domínio da situação que fez com que horas juntos fossem
minutos, e que aquilo que foi uma noite...bem. Foi a melhor noite.
Já não se ouvia mais barulho nenhum no quarto escuro, apenas suas respirações em
sincronia. O casal lentamente começava a despertar. Ele primeiro, enchendo
de beijos e cafunés aquela que
pairava em seu peito. Tudo era perfeito. Tudo parecia certo.
De uma hora pra outra, tudo muda; o quarto é invadido pela luz do corredor, e gritos. Gritos dominavam o
ambiente.
- Como vocês dois puderam fazer isso
comigo?! Eu devo ser uma idiota, não é possível - a garota que havia penetrado
no mundo secreto dos amantes estava incontrolável.
Um rapaz a segurava pelos ombros,
impedindo-a que fizesse uma loucura.
Explicações em vão, gritos, choros... uma noite perfeita que se fora.
- Caíque, o que foi que a gente fez?- Eu não sei, pequena. Mas vai ficar tuudo bem. - respondeu o rapaz ainda atordoado em uma tentaiva em vão de consolar aquela que o detinha.
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